Vou tentar escrever o menos possível principalmente quando chegar ao Prince.
Ora bem, na sexta-feira não pude ir portanto começamos pelo Sábado. Já cheguei ao recinto tarde mas cheguei a tempo de dar uma vista de olhos em Holly Miranda e, mesmo sendo ela uma artista jovem que claramente não prima por agarrar o público, tem uma presença vocal fenomenal. Fiquei agarradíssima a ela até ao fim do concerto, é mesmo uma artista a seguir de perto.
Depois veio o Julian Casablancas, eu estava super confiante que ia ser um bom concerto, uma coisa de encher os olhos aos apreciadores mas fiquei um bocadinho desiludida. Ele é um rock star, não há duvida nenhuma, o público respeita-o imenso (The Strokes) e não precisa de se esforçar muito para o agarrar mas não esperava que se esforçasse tão pouco. Cantou lá para o meio uma música que gravou para um CD de Natal no ano passado e anunciou-a mais ou menos do género “ah e tal, não gosto muito desta música mas as pessoas parecem gostar portanto…” – numa transladação aproximada foi mais ou menos isto. E depois de cantar a última foi-se embora e pronto. Seco, sequinho. Fiquei mesmo triste porque estava expectante. Enfim…
Seguiram-se os Hot Chip e foi muito giro, não sou fã, honestamente, mas deu tempo para eu ir comer qualquer coisa. E uma bolacha americana (adorooooo).LOL Não, a sério, foi muito bem conseguido o concerto e quem gosta mesmo daquele género de música ficou satisfeito.
O melhor ficou mesmo para o fim. Os Vampire Weekend arrasaram o Meco e arredores. Meus amigos eu comi o pó que o diabo amassou naquele recinto mas amei cada minuto. Eles foram electrizantes, mesmo quem não conhecia não ficou indiferente, era impossível. Um vocalista super amável, sempre em contacto com o público que esteve sempre, sempre a saltar. Tocaram as músicas que se esperava ouvir dos dois álbuns, sem surpresas mas sem margem para dúvidas – foram o segundo melhor concerto do festival.
No Domingo foi um inferno para chegar ao recinto, quando consegui lá chegar os The National já tinham começado. Com a conversa com os amigos nem vi muito bem o concerto mas o que vi gostei. Já sei que provavelmente eles vêm cá em nome próprio portanto não me há-de faltar a oportunidade para os ver de novo.
Quando eu em cima dizia que me ia conter quando chegasse a vez do Prince, era porque ainda estou no rescaldo do concerto e continuo extasiada. Conheço de Prince o que toda a gente conhece e não estava à espera de me ligar tanto mas assim que ele começou a actuar deu para perceber logo que estávamos a ver um senhor com muitos anos de espectáculo. Não há como não gostar de ver um verdadeiro performer capaz de prender o público como ninguém. E quando ouvimos clássicos a ser tocados por uma pessoa assim, tudo o resto é pequeno em comparação. Esteve com ele a cantar a Ana Moura, que foi também uma surpresa (ou não) e que acabou por se tornar num daqueles momentos de insuflar o peito de orgulho português (cliché, cliché) com a razão que, de facto, merece. Não é todos os dias que temos uma portuguesa a partilhar o palco com um Prince. Em suma, concertão.
Depois vieram os Empire of the Sun (que tinham até estado ao nosso lado a assistir a Prince, esse fenómeno) para levantar ainda mais poeira. Devo dizer que o que mais gostei na actuação deles foram as bailarinas, certinhas, certinhas e cheias de ritmo, adorei. J Foi um espectáculo muito giro de assistir, as músicas são dançáveis, alegres e a performance foi eficiente.
E pronto, foi isto. Espero que nunca mais tenha que voltar aquele recinto de m*rda (que o era mesmo) ainda que concorde com a tese de que o SBSR tem que ser um festival de verão mais deste género do que urbano. De qualquer forma, fica a nota para a organização – os problemas de acesso não se podem repetir.
OOOOOOOOHHHHHHHHH GET FUNKY!!! :D