segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ao menos acelera quando estou sozinha e em casa.

São três segundos de inépcia, três segundos distraídos e trinta milhões de cores que me percorrem o sangue dos pés à cabeça. Sinto-te nos olhos, na boca, no suor das pontas dos dedos. Quem vê de fora não diz nada. Eu deixo de ver por tua causa. As coisas desaceleram todas, menos dentro de mim e eu só penso: “fod****, fod****, fod****, fod****”, repetido até lhe anular o significado e se tornar num balbuciar sem sentido. É a metafísica de uma bigorna que não cai de lado nenhum, tão somente me aparece no pescoço no espaço de um segundo. “Pu** que pariu, acaba lá com essa mer**”. Não há sangue para arder em tantos sítios. Sais-me por todos os poros e é difícil de te esconder. Estamos quase no inverno, já não há calor para te justificar. Percebes?

Faz isso, faz o que te peço. Porque assim posso pôr a mão no peito, sentar-me na beira da cama e fechar os olhos enquanto me concentro numa forma de te abrandar.

4 comentários:

Miguel disse...

Para além de dormires sobre os assuntos, que raio fazes tu na vida para escreveres assim?

Emma Bovary disse...

Ui. I would have to kill you... lol

Emma Bovary disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Miguel disse...

Tu e mais quem?

LOL

Não te preocupes com isso que a natureza acabará por fazer o seu papel...

E a resposta?